O enguiço da pura vida e eu.
Começo a achar que sou eu.
Sei lá, há tanta coisa inexplicável, pode dar-se até o caso.
Depois de andar a servir de alvo aos carregadores de pranchas de esfero, desta feita elevei a fasquia.
Vinha eu, na minha moenga, pacato condutor sem pressas, pela marginal fora.
O mar, as praias e vistas, tudo induzia à calma.
Ali por alturas de São Pedro do Estoril, no semáforo dos 70, aliviei o pedal para não fazer cair o vermelho.
Uiiiiiiii
Atrás de mim, uma carrinha branca, daquelas imponentes em altitude, juntou a isso a atitude, desata a amandar máximos como se o mundo fosse acabar.
Lá acenei, apontando para o semáforo, que obviamente accionou e segui.
Próximo semáforo a chegar a São João, o mesmo cenário. Era luzes que parecia já Natal.
De seguida numa manobra à fangio, este condutor extremoso passa pela direita e enfia-se à frente do veículo que seguia à minha frente.
Parece óbvio que eu ia extremamente agradado com tudo isto.
As vicissitudes do trânsito fizeram com que a cena se repetisse ainda uma vez mais.
À minha frente mete 4 piscas consecutivamente como quem diz, viste já te passei.
Filas pra Cascais e acabo por ficar lado a lado com o vettel da cantareira.
De vidro aberto atira algo, ao que eu respondo, perguntando-lhe pela saúde da família, se ia realmente fazer a ceia ao almoço conforme o sr da Dgs aconselhou, este tipo de cenas.
A resposta " eu faltei-lhe ao respeito, olhe que levo aqui crianças dentro!"
A carrinha afinal, era da " Academia de surf profissional "!
A pergunta que eu deixo é, acham normal que alguém que transporte crianças, ao serviço duma instituição possa comportar-se como se a estrada fosse uma pista onde o segundo é o primeiro dos últimos?
Não tinha sequer a percepção do que transportava porque todos os vidros eram completamente escurecidos.
Tirei uma foto que lhe disse iria fazer chegar a quem de direito.
Às vezes penso se não serei eu que vejo mal as coisas, que sou Pàrvo, vá.
Vosso Pàrvo da sina pinguim.

A vida de um ciclista numa terra onde o respeito por esta modalidade anda quase a rondar o zero. Os poucos que são conscientes são, de uma forma geral, condutores ciclistas. E viva este Portugal sempre em festa!
ResponderEliminarDesta feita ia a conduzir também um veículo motorizado. Talvez, felizmente.
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